dizem que o dinheiro na valsa
entre os meus amigos e teus
Entre os meus amigos e teus
E o dinheiro fala os nobres
E o dinheiro fala os nobres
Até se esquecem que são pobres
Mas isto eu sei, nos cobres
Mas isto eu sei, nos cobres
E oh, que tu não me mintas
E não passam dos filintras
Tu cantas mas não me fintas
Tu cantas mas não me fintas
e não digas mal por dizer
Há gente que hoje não tem nem
Eu não te estou a entender
Eu não te estou a entender
E olha os teus companheiros
E olha os teus companheiros,
mas não passam dos caroteios.
Já aqui estamos em dinheiros,
já aqui estamos em dinheiros,
Concordo que há gente estranha
Porque há muitos que só pensam
naquilo que a gente ganha
quem sabe que também tenho
um malandro à minha beira.
Não penses dessa maneira,
não penses dessa maneira,
não te fico a beber nada,
pois eu no fim vou pagar.
Melandro que paga a ma landro,
Malandro que pagava, Malandro,