Deixei
o coração em cada porto
E um pranto de saudades ao retorno
Um lenço lá ao longe que re cordo
Mas não consigo ser melhor
Para mim esta aventura é um farol
Não escondo o que me dá algum prazer
Mas vale navegar ao vento, ao sol,
o que é que havíamos de fazer?
Adeus, adeus, desto cais
Adeus, adeus, até nunca mais
Quem fica não entende esta conduta
Em parte é que dá algum sentido
Um marinheiro em terra é que labuda
Em prol do apelido
E um dia se a maré for de voltar
Alguém há de pagar o meu pecado
À mesa ao fim da tarde a ver
O mar cantar connosco lado
a la do
Para mim esta aventura é um fa rol,
um escopo que me dá algum prazer.
Mais vale navegar ao vento ou ao sol,
o que cabemos de fazer?
Adeus, adeus, pernas do cais
Adeus, adeus, até nunca mais
Adeus, adeus, meras do cais
Adeus, adeus, sempre e nun ca mais
E um dia se a maré for de voltar
Alguém há -de pagar o meu pecado
À me sa, ao fim da tarde
A ver o mar cantar connosco lado a lado