A primavera aspira a dança
Nos ânimos causa alternâncias
Que toca o galho e balança
Do vale eu trago lembrança
Das brincadeiras de rua de
Sem ligar pra horário dando
Sem se preocupar com peso,
Domingo de sol, piscina, música mansa
Pagodin de mesa, beleza é requebrança
É a liberdade do passáro, era esperança
E cor, o voo experiência, amor
Ninguém explica, nem a ciência,
Como se equilibra o beija-flor
E eu vi um beija-flor no nono andar,
E o danado me fez relembrar
É e já que tô aqui quero voar
Eu já voava de tanto que corria, caía
Me machucava, me levantava,
um palco do alto da euforia
O mato era quem enlouquecia
Idéia de poder ser o que quiser e podia
Criatividade era que nem platéia
Fui velha, nova, astronauta
Disciplinadamente peralta
Fui toda vida céu, toda vida alta
Me joguei no mar, sem querer fui nauta
Por pauta na onda da incompreensão,
Vivida em posição de condição, bandida
Me solta, quis vida e a mesma quis fluir
Respirei o não e nunca me poluí
Poli a flor lá do lixão pra eu fazer muda
E fui plantar meus versos
E eu vi um beija-flor nono andar,
E o danado me fez relembrar
É e já que tô aqui quero voar
E eu vi um beija-flor nono andar,
E o danado me fez relembrar
É e já que tô aqui quero voar