Sinto o gosto da liberdade
Pés distalços, camisa aberta
Mesas postas pelas varandas
E uma dor roendo o meu peito
Cantereando pelas coxilhas
Entre avencas e samambaias,
pelas sangas, abrindo trilhas
Gemiga e tachora, viola, corta,
Espanta o medo, abre asas
Corta, firme, punhal de prata
Espanta o medo, abre asas
So pram ventos de rebeldia
Tro voadas, raios e medos
Ferve o sangue em meio aos receios
Faço o canto, paz e aconchego
A lugares de não -sei -mais
Me envolvendo, tredemo o rinho
É punhal que se crava lento
E abre em festas meu coração
Gemiga e tachora, viola corta
Espanta o medo, abre asas
Espanta o medo, Abre asas
Esplanta o medo, abre asas