Vou -me embora, vou -me embora
Prenda minha, tenho muito o que fazer
Eu vou partir para bem lon ge
Prenda minha,
pro campo eu tenho que irer
Eu vou -me embora,
vou -me embora
Prenda minha, te nho muito o fazer
Eu vou partir agora, bem lon ge da minha,
do campo, do bem, do querer
Desfila a vila novamente incrementada
E desta vez tem
Rio Grande na jogada
Com suas glórias e tradições
Suas histórias e seus brazões
Com suas glórias e tradições
Com suas histórias e sensações
Tem garpucho lá dos pampas
Que não é de brincadeira
Está de, está de renome
Já nos deu esse fogão
Fui rainha da beleza
Farroupilhos, talheira
É a terra da feira
E o churrasco e chimarrão
Vamos cantar, gente do religião
Caminhando pela estrada
Sem flores, sem divano
Vamos cantar, Gente do religião
Caminhando pela estrada
Sem flores, sem divano
Toma conta,
To ma conta do reba nho
Nele o pastoreio
Sonha e canta o teu sonho
Na vi ola o violão
E o gaúcho forasteiro
Contemplando o céu azul
Até o norte brasileiro
Vai cantar uma canção
Do sul, vou -me embora
Vou -me embora,
vou -me embora
Prenda minha, tenho muito que fazer
Eu vou partir para bem longe
Prenda minha, pro campo do bem querer
Eu vou -me embora, vou -me embora
Eu -me embora pra Minas Gerais
Tenho muito que fazer
Eu vou partir pra cá
Bem longe pra mim
No campo do bem -querer
Eu vou -me embora pra Minas Gerais
Agora eu vou pela es trada afora
Tocando meu canto queiro
Eu sou de Angola
Bisneto de quê? Angola
Não tive, não tenho escola
Mas tenho meu canto tão
queiro
Eu vou -me embora, eu vou -me embora
Pra Mi nas Gerais agora
Eu vou pela estrada agora
Tocando o meu candongueiro
Hoje eu sou de Angola,
bisneto de quilombola
No time não tem escola
Mas tem o meu candongueiro
No cativeiro, quando estava capião
Meu avô cantava jongo
Pra poder se segurar à escravaria
Quando ouvi o candongueiro
Vinha logo pro terreiro
Para saracotear
Eu vou -me embora, eu vou -me embora
Pra Minas Gerais, agora
Eu vou pela estrada fora
Tocando meu candongueiro
Oh, eu sou de Angola
Bisneto de quilombola
Estou de vilão, não tenho escola
Mas tenho meu candongueiro
Eu vou -me embora,
pra Minas Ge rais, agora
Eu vou pela estrada fora
Tocando meu candongueiro
Eu sou de Arbola,
tenho cento de quilombo
Contigo não tem esforço,
mas tenho o meu campangueiro