Passei um dia
pela estação rodoviária
Aproveitando as minhas
horas folgadas
Sentei no banco para ler uma revista
Logo chegou uma garota delicada
Com muita pressa ela comprou
uma passagem
Reconheci que era minha namorada
Tomou o carro dos centos e trinta e cinco
E foi sumindo na distância
da estrada
A malandrinha fez que não me conheceu
Eu quis gritar, mas minha voz não saiu
Sem compreender a razão
da sua pressa
Naquele carro a tal garota sumiu
Fiquei chorando a minha
cruel tristeza
Sentindo o peito completamente vazio
Só em pensar que ela ia e não voltava
Meu coração quase que não
resistia
Todas as vezes ao passar na rodoviária
Sinto meu peito se encher todo de dor
Ao ver o carro encostar na plataforma
Eu acho triste até o barulho do motor
Pois foi o carro 235
Que hoje faz eu sofrer tanto amargor
Ele voltou daquela triste viagem
Porém não trouxe a quem mais
eu tenho amor
A minha vida transformou
-se de repente
Ficaram triste até as ruas da cidade
Não mais encontro na pracinha
minha moto
Também fugiu a minha felicidade
Eu vou pedir um favor ao motorista
Que ele diga para mim toda a verdade
O endereço da mulher que muito eu quero
Para que eu possa dar um
fim nesta saudade